segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Neurocientistas e produção neurocientífica brasileira



A formação de um neurocientista começa após a graduação, em um programa de pós-graduação em Neurociência ou em um dos diversos programas que tem linha de pesquisa na área como, por exemplo, Farmacologia, Fisiologia, Morfologia ou Biofísica.
Entretanto, hoje já existe graduação em Neurociência na Universidade Federal do ABC. Mas para a neurocientista Herculano-Houzel (2013), graduação, por melhor que seja, não torna ninguém neurocientista, e sobretudo não é requisito para ser neurocientista. Neurocientistas podem ser formados em biologia, psicologia, medicina, biomedicina, ou qualquer outra carreira que dê uma formação suficiente para se ingressar em uma pós-graduação em Neurociência.
            Comportamento, visão, memória e aprendizado, sono, regulação cárdio-vascular e endócrina, desenvolvimento, evolução, farmacologia, fisiologia, células-tronco: são várias as áreas da neurociência exploradas por pesquisadores no Brasil. Os maiores polos de pesquisa em neurociência situam-se em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Belém do Pará e Natal, mas novos centros estão surgindo e outras localidades.
Um dogma que foi quebrado recentemente sobre a quantidade de neurônios existentes no cérebro fora de cientistas brasileiros. Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e entre eles a neurocientista Suzana Herculano-Houzel e o neurocientista Roberto Lent, concluíram que o número real de neurônios no cérebro humano é em média 86 bilhões de neurônios. Neste estudo, foram feitos com encéfalos de homens entre 50 e 70 anos de idade. A crença anterior considerava o número de 100 bilhões de neurônios.
A pesquisa, publicada no Journal of Comparative Neurology, também jogou por terra outro mito: o de que apenas 10% das células cerebrais seriam neurônios e o restante, células gliais. Segundo a nova contagem, os neurônios representam cerca de 50% do total da massa cerebral.
A neurociência no Brasil contribui com a humanidade. Foi elaborado um protótipo no Brasil para que paraplégicos voltassem a andar usando células-tronco para recuperar a função em questão. O exoesqueleto, criado por Miguel Nicolelis, está em desenvolvimento, contudo foi possível ver o primeiro chute de um paraplégico na abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O chute simbólico ficou marcado como o início de uma nova era da ciência.


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