Neurocientistas e produção neurocientífica brasileira
A formação de um neurocientista começa após a graduação, em um programa
de pós-graduação em Neurociência ou em um dos diversos programas que tem linha
de pesquisa na área como, por exemplo, Farmacologia, Fisiologia, Morfologia ou
Biofísica.
Entretanto, hoje já existe graduação em Neurociência na Universidade
Federal do ABC. Mas para a neurocientista Herculano-Houzel (2013), graduação,
por melhor que seja, não torna ninguém neurocientista, e sobretudo não é requisito para ser neurocientista.
Neurocientistas podem ser formados em biologia, psicologia, medicina,
biomedicina, ou qualquer outra carreira que dê uma formação suficiente para se
ingressar em uma pós-graduação em Neurociência.
Comportamento,
visão, memória e aprendizado, sono, regulação cárdio-vascular e endócrina,
desenvolvimento, evolução, farmacologia, fisiologia, células-tronco: são várias
as áreas da neurociência exploradas por pesquisadores no Brasil. Os maiores
polos de pesquisa em neurociência situam-se em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto
Alegre, Belo Horizonte, Belém do Pará e Natal, mas novos centros estão surgindo
e outras localidades.
Um dogma que foi quebrado recentemente sobre a quantidade de neurônios
existentes no cérebro fora de cientistas brasileiros. Um grupo de pesquisadores
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e entre eles a neurocientista
Suzana Herculano-Houzel e o neurocientista Roberto Lent, concluíram que o
número real de neurônios no cérebro humano é em média 86 bilhões de neurônios. Neste
estudo, foram feitos com encéfalos de homens entre 50 e 70 anos de idade. A
crença anterior considerava o número de 100 bilhões de neurônios.
A pesquisa, publicada no Journal of Comparative Neurology, também
jogou por terra outro mito: o de que apenas 10% das células cerebrais seriam
neurônios e o restante, células gliais. Segundo a nova contagem, os neurônios
representam cerca de 50% do total da massa cerebral.
A neurociência no Brasil contribui com a humanidade. Foi elaborado um
protótipo no Brasil para que paraplégicos voltassem a andar usando
células-tronco para recuperar a função em questão. O exoesqueleto, criado por
Miguel Nicolelis, está em desenvolvimento, contudo foi possível ver o primeiro
chute de um paraplégico na abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O chute
simbólico ficou marcado como o início de uma nova era da ciência.

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