domingo, 2 de novembro de 2014

Cérebro



O cérebro ou encéfalo é o órgão principal do corpo humano. Embora o ser humano seja o mamífero mais inteligente, de modo geral não se tem o maior cérebro do planeta. Baleias e elefantes têm cérebros maiores que humanos, mas seus cérebros são obviamente menos desenvolvidos. O que torna o ser humano único é a relação entre peso cerebral e peso corporal, em termos de escalas em kg, gira em torno de 1:50 para humanos. Para os outros mamíferos é em torno de 1:180, enquanto para a maioria dos pássaros é 1:220.
Apresentando apenas 2% da massa do corpo (peso aproximado de um cérebro adulto), o cérebro atinge a marca de 1,4 kg nos homens, enquanto nas mulheres não passa de 1,2 kg. A diferença está associada ao tamanho do corpo de cada um, e não na capacidade cognitiva.
A cada batimento cardíaco, as artérias transportam de 20 a 25 % do seu sangue para o cérebro, onde bilhões de células utilizam cerca de 20% do oxigênio e do combustível que o sangue transporta. Quando se está pensando muito sobre algo, o cérebro pode usar até 50% do oxigênio e combustível.
Além de ser composto por 80% de água, ele é constantemente irrigado pelo sistema circulatório. Estima-se que por volta de 1 litro de sangue passa pelo cérebro a cada minuto. O cérebro é também o órgão mais gorduroso que temos em nosso corpo. Ele usa mais energia para funcionar do que qualquer outro órgão do corpo, vigorosamente queima 1/5 da comida que consumimos. Tornando a cabeça a mais quente, em comparação ao resto do corpo. Seu tecido cerebral é mole e gelatinoso. Ele parece particularmente nojento - enrugado como nozes e consistência de um cogumelo.
O funcionamento do cérebro basicamente é através de sinais químicos, suas informações dependem de disparos elétricos entre os neurônios, que o fazem dentro de uma minúscula fração de segundo, sua velocidade pode chegar a 400 quilômetros por hora.
Poucos sabem, mas o cérebro edita o que os olhos veem. Das 16 horas do dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens "artificiais" não captadas pelos olhos, e sim inventadas pelo cérebro. Isso é possível porque os olhos só conseguem ver uma parte da imagem com clareza e para poder completar a imagem focam em um determinado ponto da imagem e depois pulam para o ponto seguinte. Cada um desses saltos tem duração de 0,2 segundo. Mas enquanto os olhos estão se movendo para a próxima posição, o cérebro deixa de receber informação visual por 0,1 segundo. Sabendo que em média os olhos fazem 150 mil pulos todos os dias o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária. Para não se perceber isso o cérebro preenche esses movimentos com imagens artificiais, produzindo a sensação de movimento contínuo. Mas que, na prática, não se viu. Isso explica porque os ilusionistas e mágicos conseguem enganar as pessoas tão facilmente.
Outra façanha do cérebro é o de estimar o que acontece do futuro. O que se enxerga não é o que está acontecendo, e sim o que vai acontecer no futuro. Isso ocorre porque a informação que os olhos captam não é processada imediatamente, ela passa pelo nervo óptico e só depois chega ao cérebro. Esse processo leva frações de segundo, mas o suficiente para alguma pessoa ser atropelada, por exemplo. O cérebro então inventa, através de uma análise detalhada de todas as coisas ele projeta uma imagem que deverá acontecer 0,2 segundo no futuro, ou seja, a pessoa não vê o que está acontecendo no instante exato, e sim uma estimativa do que irá acontecer daqui a 0,2 segundo.

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