Cérebro
O cérebro ou encéfalo é o órgão principal do corpo humano. Embora o ser
humano seja o mamífero mais inteligente, de modo geral não se tem o maior
cérebro do planeta. Baleias e elefantes têm cérebros maiores que humanos, mas
seus cérebros são obviamente menos desenvolvidos. O que torna o ser humano
único é a relação entre peso cerebral e peso corporal, em termos de escalas em
kg, gira em torno de 1:50 para humanos. Para os outros mamíferos é em torno de
1:180, enquanto para a maioria dos pássaros é 1:220.
Apresentando apenas 2% da massa do corpo (peso aproximado de um cérebro
adulto), o cérebro atinge a marca de 1,4 kg nos homens, enquanto nas mulheres
não passa de 1,2 kg. A diferença está associada ao tamanho do corpo de cada um,
e não na capacidade cognitiva.
A cada batimento cardíaco, as artérias
transportam de 20 a 25 % do seu sangue para o cérebro, onde bilhões de células
utilizam cerca de 20% do oxigênio e do combustível que o sangue transporta.
Quando se está pensando muito sobre algo, o cérebro pode usar até 50% do
oxigênio e combustível.
Além de ser composto por 80% de água, ele é constantemente
irrigado pelo sistema circulatório. Estima-se que por volta de 1 litro de
sangue passa pelo cérebro a cada minuto. O cérebro é também o órgão mais
gorduroso que temos em nosso corpo.
Ele usa mais energia para funcionar do que qualquer outro órgão do corpo,
vigorosamente queima 1/5 da comida que consumimos. Tornando a cabeça a mais quente, em comparação ao resto do corpo.
Seu tecido cerebral é mole e gelatinoso. Ele parece particularmente nojento -
enrugado como nozes e consistência de um cogumelo.
O funcionamento do cérebro basicamente é através de sinais
químicos, suas informações dependem de disparos elétricos entre os neurônios,
que o fazem dentro de uma minúscula fração de segundo, sua velocidade pode
chegar a 400 quilômetros por hora.
Poucos sabem, mas o cérebro edita o que os olhos veem. Das 16
horas do dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas
por imagens "artificiais" não captadas pelos olhos, e sim inventadas
pelo cérebro. Isso é possível porque os olhos só conseguem ver uma parte da
imagem com clareza e para poder completar a imagem focam em um determinado
ponto da imagem e depois pulam para o ponto seguinte. Cada um desses saltos tem
duração de 0,2 segundo. Mas enquanto os olhos estão se movendo para a próxima
posição, o cérebro deixa de receber informação visual por 0,1 segundo. Sabendo
que em média os olhos fazem 150 mil pulos todos os dias o resultado são 4 horas
diárias de cegueira involuntária. Para não se perceber isso o cérebro preenche
esses movimentos com imagens artificiais, produzindo a sensação de movimento
contínuo. Mas que, na prática, não se viu. Isso explica porque os ilusionistas e
mágicos conseguem enganar as pessoas tão facilmente.
Outra façanha do cérebro é o de estimar o que acontece do
futuro. O que se enxerga não é o que está acontecendo, e sim o que vai
acontecer no futuro. Isso ocorre porque a informação que os olhos captam não é
processada imediatamente, ela passa pelo nervo óptico e só depois chega ao
cérebro. Esse processo leva frações de segundo, mas o suficiente para alguma
pessoa ser atropelada, por exemplo. O cérebro então inventa, através de uma
análise detalhada de todas as coisas ele projeta uma imagem que deverá
acontecer 0,2 segundo no futuro, ou seja, a pessoa não vê o que está
acontecendo no instante exato, e sim uma estimativa do que irá acontecer daqui
a 0,2 segundo.


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