segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Neurociência e Educação



De forma simples pode-se caracterizar a neurociência como a ciência do cérebro e a educação como a ciência do ensino e da aprendizagem. Quando relacionada estas duas ciências transformam-se em melhorias no ensino das crianças, mesmo com alguma dificuldade de aprendizagem.
        A interlocução em meio a educadores e neurocientistas contribui para um diagnóstico mais abrangente do perfil de habilidades e dificuldades dos alunos e desenvolvem intervenções educacionais empiricamente fundamentais.
            Para a neurociência o aprender é mudar o cérebro conforme as experiências. A aprendizagem e a educação estão fortemente ligadas ao desenvolvimento do cérebro, pois estão moldadas aos estímulos do ambiente (FISCHER & ROSE, 1998).
            Os Neurônios são ativados através da propagação de sinapses que passam pelo axônio por intermédio dos dendritos que por meio de substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores, são transmitidas para outro dendrito de forma que chegue até o próximo axônio e assim sucessivamente.
            A aprendizagem consiste neste maravilhoso e complexo processo do cérebro em reagir aos estímulos do ambiente por intermédio das sinapses, ou seja, são elas que ligam os neurônios por onde passam os estímulos, tornando-as mais intensas. Circuitos são formados quando estímulos novos e repetições de um comportamento são empenhadas para ser consolidado, estes circuitos são responsáveis por processar as informações que deverão ser então consolidadas.
            O cérebro é primordial no processo de aprendizagem. Suas regiões, sulcos, reentrâncias e lobos tem funções específicas de grande importância para este processo, conhecê-las adequadamente permite que o indivíduo consiga potencializar seus resultados.

Estudos sobre a lateralização do cérebro, com o intuito de analisar as diferenças entre os hemisférios, esclarece que o lado esquerdo do cérebro é mais ativado em cálculos e no raciocínio lógico sequencial, e o lado direito, por outro lado, é acionado na função viso-espacial e na percepção e interpretação de formas. “Desta maneira, para ser bom em matemática é fundamental estar com os dois hemisférios afiados" defende o neurologista Leandro Teles.

Pelo fato de não saber como é o funcionamento do cérebro, vários erros são cometidos:
a)      Tentar falar ao celular e dirigir ao mesmo tempo é impossível para o cérebro, pois ele não executa simultaneamente várias tarefas que exigem atenção;
b)      Criar alto nível de estresse no ambiente de trabalho, embora isso reduza a produtividade do cérebro.
Todas as funções do corpo, estão ligadas a ele. O cérebro está em constante evolução. Ao contrário dos outros órgãos, ele é capaz de se desenvolver e evoluir durante toda a vida.
Inventar coisas novas para o cérebro fazer, é desenvolver novas capacidades. Uma notável teoria baseia-se no lema das “10.000 horas”, que defende a ideia de que se pode adquirir qualquer competência especial desde que o indivíduo dedique esse tempo a ela. As pessoas que dizem não ter habilidades especificas para realizar atividades como, por exemplo a pintura, atribuindo sua utilização unicamente ao talento, enganam-se pois também pode ser desenvolvida.
O conhecimento não começa com fatos, mas com a curiosidade. Um professor inspirado pode mudar um aluno provocando sua curiosidade. Esta situação é a mesma em relação ao cérebro, mas com uma diferença, Chopra (2013, p.33) relata que
 
Somos ao mesmo tempo alunos e mestres. Somos responsáveis por provocar a curiosidade e de nos sentimos estimulados. Nenhum cérebro é naturalmente inspirado, mas, quando nos sentimos assim, provocamos um fluxo de reações que o acendem, enquanto o cérebro que não é curioso está basicamente adormecido.

                Um bom professor, aprende com seus erros, aperfeiçoa suas habilidades e busca novos desafios. Um bom aluno, mantem-se aberto ao que não sabe, é receptivo em vez de se fechar para o novo.
            Albert Einstein morreu aos 76 anos, em 1955. Depois de sua morte, havia uma enorme curiosidade sobre o cérebro mais famoso do século XX.  Foi realizada uma autópsia, supondo que algum aspecto físico deveria ter criado tal gênio. Entretanto, contrariando as expectativas de que grandes ideias requeriam um grande cérebro, Einstein possuía um cérebro que pesava 10 por cento menos que a média.
            O cérebro humano pode fazer muito mais do que se imagina, ao contrário do que se dizia no passado, as limitações são impostas, não necessariamente por deficiência física. Uma das singularidades do cérebro humano é o só poder fazer, quando ele julga ser capaz de fazer, quando alguém diz: “Minha memória não é como antes”, na verdade está treinando seu cérebro para satisfazer suas expectativas, gerando baixos resultados.
            O cérebro está sempre à espreita de nossos pensamentos. O que ele ouve, ele aprende. Se lhe é ensinado limitações, ele será limitado.
            O professor é fundamental não só para transmitir o conhecimento, possibilitando o aprendizado, mas por meio do retorno positivo e do encorajamento, o aluno será capaz de continuar insistindo, motivado sabendo que seu esforço será recompensado.  Quando isso ocorre, são liberadas no cérebro substâncias que promovem diretamente os mecanismos moleculares do aprendizado, modificações essas que acontecem nas sinapses. A motivação como aprendizado facilita fisicamente o processo de aprendizagem no cérebro.


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