Neurociência e Educação
De forma simples
pode-se caracterizar a neurociência como a ciência do cérebro e a educação como
a ciência do ensino e da aprendizagem. Quando relacionada estas duas ciências
transformam-se em melhorias no ensino das crianças, mesmo com alguma
dificuldade de aprendizagem.
A interlocução em meio a
educadores e neurocientistas contribui para um diagnóstico mais abrangente do
perfil de habilidades e dificuldades dos alunos e desenvolvem intervenções
educacionais empiricamente fundamentais.
Para a neurociência o aprender é
mudar o cérebro conforme as experiências. A aprendizagem e a educação estão
fortemente ligadas ao desenvolvimento do cérebro, pois estão moldadas aos
estímulos do ambiente (FISCHER & ROSE, 1998).
Os Neurônios são ativados através da
propagação de sinapses que passam pelo axônio por intermédio dos dendritos que
por meio de substâncias químicas conhecidas como neurotransmissores, são transmitidas
para outro dendrito de forma que chegue até o próximo axônio e assim
sucessivamente.
A
aprendizagem consiste neste maravilhoso e complexo processo do cérebro em
reagir aos estímulos do ambiente por intermédio das sinapses, ou seja, são elas
que ligam os neurônios por onde passam os estímulos, tornando-as mais intensas.
Circuitos são formados quando estímulos novos e repetições de um comportamento
são empenhadas para ser consolidado, estes circuitos são responsáveis por
processar as informações que deverão ser então consolidadas.
O cérebro é primordial no processo
de aprendizagem. Suas regiões, sulcos, reentrâncias e lobos tem funções
específicas de grande importância para este processo, conhecê-las adequadamente
permite que o indivíduo consiga potencializar seus resultados.
Pelo fato de não saber como é o funcionamento do cérebro, vários erros
são cometidos:
a)
Tentar falar ao celular e dirigir ao mesmo tempo é
impossível para o cérebro, pois ele não executa simultaneamente várias tarefas
que exigem atenção;
b)
Criar alto nível de estresse no ambiente de trabalho,
embora isso reduza a produtividade do cérebro.
Todas as funções do corpo, estão ligadas a ele. O cérebro está em
constante evolução. Ao contrário dos outros órgãos, ele é capaz de se
desenvolver e evoluir durante toda a vida.
Inventar coisas novas para o cérebro fazer, é desenvolver novas
capacidades. Uma notável teoria baseia-se no lema das “10.000 horas”, que
defende a ideia de que se pode adquirir qualquer competência especial desde que
o indivíduo dedique esse tempo a ela. As pessoas que dizem não ter habilidades
especificas para realizar atividades como, por exemplo a pintura, atribuindo sua
utilização unicamente ao talento, enganam-se pois também pode ser desenvolvida.
O conhecimento não começa com fatos, mas com a curiosidade. Um professor
inspirado pode mudar um aluno provocando sua curiosidade. Esta situação é a
mesma em relação ao cérebro, mas com uma diferença, Chopra (2013, p.33) relata
que
Somos ao mesmo tempo alunos e mestres. Somos
responsáveis por provocar a curiosidade e de nos sentimos estimulados. Nenhum
cérebro é naturalmente inspirado, mas, quando nos sentimos assim, provocamos um
fluxo de reações que o acendem, enquanto o cérebro que não é curioso está
basicamente adormecido.
Um
bom professor, aprende com seus erros, aperfeiçoa suas habilidades e busca
novos desafios. Um bom aluno, mantem-se aberto ao que não sabe, é receptivo em
vez de se fechar para o novo.
Albert Einstein morreu aos 76 anos,
em 1955. Depois de sua morte, havia uma enorme curiosidade sobre o cérebro mais
famoso do século XX. Foi realizada uma
autópsia, supondo que algum aspecto físico deveria ter criado tal gênio.
Entretanto, contrariando as expectativas de que grandes ideias requeriam um
grande cérebro, Einstein possuía um cérebro que pesava 10 por cento menos que a
média.
O
cérebro humano pode fazer muito mais do que se imagina, ao contrário do que se
dizia no passado, as limitações são impostas, não necessariamente por
deficiência física. Uma das singularidades do cérebro humano é o só poder
fazer, quando ele julga ser capaz de fazer, quando alguém diz: “Minha memória
não é como antes”, na verdade está treinando seu cérebro para satisfazer suas
expectativas, gerando baixos resultados.
O cérebro está sempre à espreita de
nossos pensamentos. O que ele ouve, ele aprende. Se lhe é ensinado limitações,
ele será limitado.
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